No dia 25 de junho de 2026, a GOL Linhas Aéreas inaugurou oficialmente sua Sala de Acessibilidade no Aeroporto Internacional de Guarulhos, um dos maiores hubs da companhia no Brasil. O espaço, localizado no Terminal 2 em frente ao check-in da GOL, já havia entrado em operação em novembro de 2025 e, desde então, atendeu mais de 35 mil passageiros com necessidades especiais.
A notícia vai além de uma melhoria de infraestrutura. Ela revela uma transformação que está acontecendo em toda a aviação brasileira: o atendimento inclusivo deixou de ser diferencial e passou a ser requisito. E isso muda diretamente o perfil do profissional que as companhias aéreas estão buscando.
O que é a Sala de Acessibilidade da GOL
A Sala de Acessibilidade foi criada para atender os passageiros PNAE, sigla para Passageiro com Necessidade de Assistência Especial, categoria que engloba pessoas com deficiência física, visual, auditiva, intelectual e psicossocial, pessoas com mobilidade reduzida e idosos, conforme a Resolução 280 da ANAC.
O espaço foi projetado com base nos três valores de acessibilidade definidos pela ONU: segurança, autonomia e conforto. A estrutura conta com 24 poltronas idênticas às das aeronaves da GOL, recurso pensado especialmente para oferecer previsibilidade a passageiros neurodiversos, 3 módulos para cadeiras de rodas, mesa adaptada para atendimento acessível, porta com vão livre de 1 metro, totens com tomadas para tecnologias assistivas e TV com informações de voo.
O espaço também disponibiliza livretos em áudio, braille e fonte ampliada com informações sobre transporte de artigos perigosos, além da possibilidade de testar a máscara de oxigênio antes do embarque, reduzindo a ansiedade de passageiros com maior sensibilidade a situações de emergência.
Uma tendência que veio para ficar
A Sala de Acessibilidade em Guarulhos não é a primeira iniciativa da GOL nesse sentido. Em agosto de 2025, a companhia inaugurou de forma pioneira na América Latina a Escada Acessível com Elevador no Aeroporto de Maringá, permitindo embarque e desembarque com equidade para todos os passageiros. No mesmo mês, iniciou a distribuição de Cordões de Girassol, símbolo globalmente reconhecido para pessoas com deficiências ocultas, em quatro hubs, com expansão prevista para todas as bases nacionais até julho de 2026.
A GOL também instalou rampas de acesso à aeronave em 9 terminais brasileiros, desenvolvidas com base no conceito de desenho universal e nas normas da ABNT.
Esse conjunto de iniciativas não é coincidência. Ele reflete uma exigência regulatória crescente e uma mudança de cultura dentro da aviação brasileira: o atendimento a passageiros com necessidades especiais precisa ser planejado, estruturado e executado por profissionais capacitados.
O papel do Comissário de Bordo nesse cenário



Toda essa infraestrutura de acessibilidade que a GOL está construindo nos aeroportos precisa de uma contrapartida a bordo. E é aí que entra o Comissário de Bordo.
O Comissário é o profissional responsável pela segurança e pelo bem-estar dos passageiros durante o voo. No caso dos passageiros PNAE, esse papel ganha uma dimensão ainda maior: é o Comissário que faz a ponte entre a sala de acessibilidade no aeroporto e a experiência a bordo, que orienta o embarque, que conhece os procedimentos específicos para cada tipo de necessidade e que garante que a promessa de segurança, autonomia e conforto se mantenha do check-in até o desembarque.
Companhias aéreas que investem em acessibilidade como a GOL estão, ao mesmo tempo, elevando o padrão de exigência para suas equipes de bordo. Comissários que dominam os protocolos de atendimento a passageiros com necessidades especiais, que conhecem a Resolução 280 da ANAC e que sabem como agir em diferentes situações de acessibilidade se tornam profissionais muito mais valorizados no mercado.
Mais inclusão, mais vagas, mais exigência
O movimento de acessibilidade na aviação brasileira gera um efeito direto no mercado de trabalho. À medida que as companhias ampliam suas estruturas e seus compromissos com passageiros PNAE, elas precisam de mais profissionais capacitados para sustentar essa operação.
Isso se traduz em processos seletivos que valorizam candidatos com formação completa, conhecimento dos protocolos da ANAC e preparo para lidar com situações que exigem sensibilidade, técnica e segurança ao mesmo tempo. O Comissário de Bordo que sai bem preparado do curso já chega ao mercado com o perfil que as companhias estão buscando agora.
E não é só a GOL. LATAM, Azul e as companhias internacionais que estão chegando ao Brasil em 2026 seguem as mesmas exigências regulatórias e têm o mesmo compromisso com o atendimento inclusivo. Cada nova rota inaugurada, cada novo hangar aberto, cada nova companhia autorizada pela ANAC representa mais voos operando e mais Comissários sendo necessários a bordo.
A Lito Aviation Academy forma Comissários prontos para esse mercado
A Lito Aviation Academy está em Guarulhos, a poucos minutos do aeroporto onde a GOL inaugurou sua Sala de Acessibilidade. Com mais de 36 anos de experiência, homologação da ANAC e parceria direta com a GOL, a escola forma Comissários de Bordo com o preparo técnico e humano que as grandes companhias exigem.
O curso de Comissário de Bordo da Lito inclui toda a base regulatória exigida pela ANAC, os procedimentos de segurança de voo e o preparo para atender passageiros com diferentes perfis e necessidades, exatamente o que o mercado está valorizando agora.
A aviação está ficando mais inclusiva. Os profissionais precisam acompanhar esse movimento. E a formação começa aqui.
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